
Enquanto aguarda pela chegada do camião MAN 2000, Elisabete Jacinto foi até ao Porto conhecer três das quatro mulheres motoristas da STCP, tendo aproveitado para mostrar a sua destreza ao volante de um autocarro.
O entusiasmo com que as três profissionais do volante receberam a piloto foi contagiante. Elisabete mostrou-se muito satisfeita por conhecer estas mulheres que, tal como ela, “desafiam o universo dos homens”, tendo elogiado o trabalho das motoristas e incentivando a luta “contra o preconceito social que ainda existe em relação ao exercício desta actividade por elementos do sexo feminino”.
A piloto portuguesa defende que “não existem razões para que as mulheres não assumam esta profissão como algo viável, uma vez que, hoje, os camiões estão mais evoluídos tecnicamente, não existindo dificuldades de maior na condução deste tipo de viaturas”.
Sandra Rodrigues, Sónia Moura e Manuela Soares são três das quatro mulheres motoristas de autocarros da STCP que, com garra e orgulho, falam da profissão que escolheram e que tanto as entusiasma.
“Hoje ainda há muita gente que torce o nariz quando vê uma mulher ao volante de um autocarro, mas tanto vem o elogio como o insulto”, desabafa Manuela Soares, motorista da STCP há 4 anos. No entanto, já são muitos os que se habituaram a ser transportados por elas, no dia-a-dia citadino do Porto.
“Ser motorista de autocarro nunca foi um sonho, mas serviu para associar o útil ao agradável. Poder juntar a paixão de conduzir à profissão foi uma opção positiva”, afirma Sónia Moura, de 30 anos, condutora da STCP há cinco.
Entre críticas mais ou menos construtivas, estas mulheres mostram uma grande vontade em vencer num mundo dominado pelos homens, mas afirmam que, acima de tudo, gostam do que fazem e acreditam que, num futuro próximo, mais mulheres vão aderir à profissão.