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  Opinião   

  Novas especialidades ao dispor dos utentes

Clínica de Medicina Dentária Dr. Daniel Azevedo


Criada em 2002, a Clínica de Medicina Dentária Dr. Daniel Azevedo tem vindo a crescer, apostando em novas especialidades e contribuindo para a melhoria da qualidade dos cuidados de saúde prestados no concelho de Vila Real.



A qualidade foi a principal aposta de Daniel Azevedo aquando da criação da Clínica, “na altura pretendíamos alcançar alguns objectivos na nossa área de intervenção na cidade de Vila Real. No entanto, e porque a medicina dentária tem de estar cada vez mais integrada com outras especialidades, vamos criar neste espaço novas áreas da medicina, tal como ginecologia, obstetrícia, otorrinolaringologia, cirurgia cervico-facial, psicologia clínica, sexologia, consulta anti-tabágica, psicologia clínica e nutrição. Desta forma, damos o nosso contributo para aumentar as condições de tratamento médico existentes no concelho, evitando que as pessoas recorram às grandes cidades, como o Porto, para alguns tratamentos mais específicos”, refere, acrescentando que, “ao longo dos anos de funcionamento da clínica fomo-nos deparando com algumas situações de utentes que tínhamos de encaminhar para outras clínicas por não conseguirmos dar uma resposta a esse nível. A partir do próximo mês deixamos de ter esse problema e passamos a oferecer outras especialidades para além das áreas da medicina dentária, em que a qualidade está sempre assegurada”.
Informar as camadas mais jovens da população sobre a prevenção na saúde oral é cada vez mais importante. Ciente dessa realidade, Daniel Azevedo está a desenvolver um projecto, em conjunto com as autarquias, que se prende com triagens nas escolas e, ao mesmo tempo, motivar as crianças para a importância da prevenção. “Inicialmente este projecto vai ser feito apenas com as escolas da cidade de Vila Real, e mais tarde será alargado a todo o concelho”.
De acordo com o nosso entrevistado, nos últimos dez a 15 anos a medicina dentária sofreu várias modificações, sobretudo ao nível dos materiais. “Os materiais estão cada vez mais evoluídos, o que dá uma maior segurança aos médicos, pois consegue-se resolver com maior rapidez e qualidade os problemas dos utentes”. Este aspecto é bastante importante para as pessoas deixarem de ter medo de ir ao dentista, “travamos uma luta diária no sentido de combater a fobia de consultar o dentista e lentamente temos conseguido grandes resultados a esse nível, o que é bastante importante, sobretudo se tivermos em conta que dez por cento da população mundial é totalmente desdentada. A nossa ida às escolas também irá contribuir bastante para que as crianças deixem de ter medo de ir ao dentista e depois elas próprias irão incentivar os pais a terem mais cuidado com a sua higiene dentária, pois por incrível que pareça, muitos portugueses ainda não sabem o que é uma escova de dentes”.
Na saúde oral, os problemas mais frequentes surgem ao nível da fixação das próteses. Apesar de à primeira vista esta questão parecer muito simples, acaba por ser complexa, porque os utentes que têm este problema acabam por não conseguir um relacionamento agradável com outras pessoas, ficam mais deprimidas e isolam-se da sociedade. “Somos bastante procurados para resolver esse tipo de problemas. Hoje já começa a haver uma mudança de mentalidades e os implantes têm cada vez mais procura”. Contrariamente ao que se pensa, por vezes, é mais fácil reabilitar um doente que fez um implante do que um que fez uma extracção, “conseguimos que entre três a quatro horas o utente saia daqui com os dentes fixos e pronto para mastigar”, adianta.
Por outro lado, Daniel Azevedo aconselha aos pais das crianças que estas devem começar a escovar os dentes desde muito novas, assim como a consultarem o dentista, por forma a se familiarizarem com os consultórios e os com os próprios médicos dentistas. “Ao manterem uma higiene dentária diária desde muito cedo, conseguem evitar problemas mais graves no futuro”.
A Clínica estabeleceu protocolos com a Medis, com a Caixa Geral de Depósitos, com o SAMS Quadros e com a Visavital. Este último protocolo foi estabelecido há cerca de um ano e, de acordo com o nosso entrevistado, está a ter resultados bastante positivos, “porque se trata de um seguro que reduz bastante o custo da medicina dentária em qualquer tratamento”.
O custo dos tratamentos dentários continua a ser um dos factores que mais afasta as pessoas dos consultórios médicos. “É difícil para nós contornarmos esse problema, porque as despesas com os materiais são muito elevadas, devido à sua qualidade, porque alguém que prima pela qualidade tem de usar materiais melhores e logicamente que isso aumenta o custo para o cliente. Por isso mesmo é que tentamos apresentar várias soluções, tais como os financiamentos e os seguros com que trabalhamos”.
Daniel Azevedo confessa que tentou estabelecer protocolos com outras instituições, o que não foi possível por já terem prestadores suficientes nesta região. “Deparamo-nos com uma procura cada vez maior de alguns subsistemas de saúde. Penso que as necessidades dessas pessoas não estão a ser tidas em conta. Por outro lado, é uma injustiça para os novos profissionais que surgem no mercado com conceitos mais actualizados e que não conseguem dar uma resposta por nos serem negadas as convenções, o que acaba por condicionar alguns tratamentos”.
O investimento no espaço, nos materiais e nos equipamentos exigiu um grande esforço financeiro. A Clínica adquiriu todos os equipamentos necessários para desenvolver o melhor trabalho possível. “Hoje, apostamos sobretudo ao nível dos materiais que colocamos na boca dos utentes, porque é isso que nos dá resultados mais imediatos. Ao nível dos equipamentos, as diferenças não são muitas de marca para marca. Penso que acompanhamos sempre as evoluções tecnológicas e de momento não existe nada no mercado que justifique a aquisição de um novo equipamento. O meu sonho, desde que criei a clínica, era acabar com a broca, mas isso ainda não é possível. Existe um tratamento a laser que substitui a broca, mas apenas em casos muito específicos e não se justifica gastar uma verba bastante avultada num equipamento para tratar cerca de um por cento das situações”.
O futuro passa por estar sempre na linha da frente ao nível das evoluções tecnológicas. Daniel Azevedo adianta ainda que nos meses de Outubro ou Novembro, juntamente com outros profissionais do país, irá orientar um curso de medicina dentária na área da implantologia. Este curso terá lugar nas instalações da clínica e destina-se a todos os médicos generalistas que se queiram iniciar em implantologia.
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