DIRETOR: Rui Alas Pereira



7-1-2014,
Piloto português da KTM sofreu acidente e está fora do Dakar2014
Ruben Faria está sob observação hospitalar

O “motard” português Ruben Faria (KTM) está em observação no hospital de campanha do Rali Dakar2014, em San Juan, na Argentina, onde chegou com suspeitas de traumatismo craniano, possibilidade essa que entretanto já foi afastada. O piloto está consciente e já falou "normalmente" ao telefone com a sua esposa. Joan Barreda, nas motos, e Nani Roma, nos carros, são os novos líderes da prova.


De acordo com a assessoria de imprensa do piloto algarvio, Ruben Faria está consciente e falou “normalmente” ao telefone com a sua mulher, depois de ter realizado exames que rejeitaram a existência um traumatismo craniano.

Segundo a mesma fonte, o estado do piloto algarvio não aparenta ser grave, mas vai continuar em observação no hospital de campanha do Rali Dakar2014, que está a passar por San Juan.

Faria sofreu hoje um acidente durante a terceira etapa da mítica competição de todo-o-terreno e foi transportado de helicóptero para o hospital do acampamento da competição.

Na etapa que ligava San Rafael a San Juan, na Argentina, Ruben Faria, segundo classificado na edição de 2013, já estava perto da chegada quando seguiu por um caminho errado na companhia do compatriota Paulo Gonçalves e sofreu a queda.

O abandono do "motard" natural de Olhão, de 39 anos, segue-se à desclassificação da prova de Carlos Sousa e de Francisco Pita, nos carros.

 
JOAN BARREDA VENCE TERCEIRA ETAPA
 
O espanhol Joan Barreda (Honda) venceu hoje a terceira etapa do Rali Dakar2014, disputada na Argentina, e reforçou a liderança da geral de motos, num dia marcado pelo acidente do português Ruben Faria (KTM).

Barreda terminou a tirada, que ligou San Rafael a San Juan com uma especial encurtada de 373 para 240 quilómetros, em 3:51.44 horas, com uma vantagem de 4.41 minutos sobre o francês Cyril Despres (Yamaha), segundo classificado, e 6.56 sobre o seu compatriota Marc Coma (KTM), terceiro.

Na geral, o “motard” espanhol segue na liderança e aumentou a distância para os seus principais rivais, estando agora com uma vantagem de 13.04 minutos sobre Despres e 13.56 sobre Coma, segundo e terceiro posicionados, respetivamente, após um dia que exigiu muita navegação.

Nesta tirada disputada em terreno muito pedregoso, sempre acima dos 1.000 metros e atingir os 4.300 nas encostas do "gigante" Aconcagua, o chileno Francisco 'Chaleco' López, que iniciou o dia no segundo lugar, teve alguns problemas na sua KTM e caiu para quinto da geral, a 18.39 minutos de Barreda.

A terceira etapa ficou marcada pelo acidente de Ruben Faria (KTM), que era o melhor português em competição e foi forlado a abandonar, depois de ter sido segundo classificado no ano passado.

Quando já estava perto da chegada, Faria seguiu por um caminho errado, tal como o compatriota Paulo Gonçalves, e sofreu uma queda violenta.

“Assim que vi o Ruben caído parei de imediato a prova e chamei a assistência médica, ficando com ele até à chegada do helicóptero. Não me pareceu ter nada de grave, já sei que está bem e que vai ter de ficar um ou dois dias internado apenas para observação”, afirmou Paulo Gonçalves em declarações à sua assessoria de imprensa.

Ruben Faria piloto foi observado no hospital do acampamento e posteriormente num hospital de San Juan, onde os exames efetuados não revelaram lesões graves. O abandono do "motard" natural de Olhão, de 39 anos, segue-se à desclassificação da prova de Carlos Sousa e de Francisco Pita, nos carros.

Com Faria afastado e Paulo Gonçalves mais longe dos primeiros lugares (é 28.º a mais de duas horas de Barreda), Hélder Rodrigues (Honda) aparece agora como o melhor luso em prova, tendo terminado o terceiro dia no 14.º posto da geral, a quase uma hora da liderança, depois de ter sido 15.º do dia, a 37.36 minutos do vencedor.

“A etapa foi dificílima. Muito exigente na navegação. Passei por algumas dificuldades, perdi bastantes minutos, mas consegui ultrapassar tudo e chegar aqui. O rali ainda tem muitos quilómetros para disputar”, afirmou Hélder Rrodigues.

Dos restantes portugueses em prova, Mário Patrão (Husqvarna) perdeu algumas posições, caindo para 36.º, a 2:47.36 horas do líder, depois de ter feito parte final da etapa sem instrumentos de navetgação, conluindo em 52.º, a 1:56.38 do vencedor, enquanto Victor Oliveira (Husqvarna) foi 37.º, a 1:26.08, Pedro Olveira (Speedbrain) foi 38.º, a 1:26.46, e Pedro Bianchi Prata (Husqvarna) foi 40.º, a 1:19.58.

Na geral, Pedro Oliveira, Bianchi Prata e Victor Oliveira seguem em 36.º. 37.º e 40.º, respetivamente, com atrasos a rondar as três horas.

Os restantes três pilotos portugueses rolaram sem contratempos significativos, e inclusive melhoraram o posicionamento. Na etapa Vítor Oliveira foi 37.º, logo seguido de Pedro Oliveira, e com Pedro Bianchi Prata em 40.º, a mesma posição que ocupa agora na “geral”, em que Pedro Oliveira subiu para 37.º e Vítor Oliveira é 44.º.

Na quarta-feira, a quarta etapa vai ligar San Juan a Chilecito, na Argentina, com uma especial de 352 quilómetros para as motos, num total de 411.

 
NANI ROMA SOBE À LIDERANÇA NOS CARROS
 
O espanhol Nani Roma (Mini) venceu hoje a terceira etapa do mítico Rali Dakar2014, que ligou San Rafael a San Juan, na Argentina, e assumiu a liderança dos carros, com quase 10 minutos de vantagem.

Roma, vencedor nas motos em 2004, terminou a especial de 301 quilómetros em 2:58.52 horas e com apenas um minuto e sete segundos de vantagem sobre o polaco Krzysztof Holowczyc (Mini), que foi o segundo mais rápido, e 3.19 sobre o sul-africano Leeroy Poulter (Toyota), terceiro.

Na geral, o piloto espanhol “roubou” a liderança ao veterano francês Stephane Peterhansel, vencedor da prova por 11 vezes, que foi apenas 29.º na tirada, devido a problemas no seu Mini, tendo caído para quinto.

Roma terminou o dia com 9.06 minutos de vantagem sobre o argentino Orlando Terranova (Mini), que é agora segundo e tem como copiloto o português Paulo Fiúza, e exatamente 10 minutos sobre o catari Nasser Al-Attiyah, da Mini.

Na quarta-feira realiza-se a quarta etapa, entre San Juan e Chilecito, com a mais longa especial da prova para carros, com 657 quilómetros cronometrados.

MINI DE PETERHANSEL SOFRE SEIS FUROS
 
O francês Stéphane Peterhansel (Mini), recordista de vitórias no Rali Dakar - seis em automóveis e cinco em motos - já passou por muito na mítica prova de todo-o-terreno, mas nada como os seis furos que sofreu hoje.

"Nunca me tinha acontecido ter seis furos. Nem em carro nem, obviamente, em moto", afirmou o gaulês, ao chegar ao acampamento de San Juan, na Argentina, confrontado com a perda da liderança da prova para o espanhol Nani Roma (Mini), vencedor desta terceira etapa.

Peterhansel perdeu 28 minutos para Nani Roma, que comanda agora com nove minutos de avanço sobre o argentino Orlando Terranova, enquanto o francês caiu para quinto, a 24 minutos.

Peterhansel explicou que o primeiro contratempo foi responsabilidade sua, por passar sobre uma pedra. Depois, uma modificação do “roadbook” levou-o para uma zona de vegetação espessa e os pneus não resistiram.

"Íamos à frente a abrir a pista. Passámos e depois vimos que tínhamos três rodas com espinhos de madeira", contou o gaulês, que utilizou os pneus suplentes de que dispunha e contou com a ajuda de Terranova (Mini), que lhe deu outro.

Até ao final da etapa, ainda sofreu outros dois furos lentos, uma situação que resolveu parando a cada 30 quilómetros para encher os pneus.


 






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